Já passou algum tempo, estou ciente, mas se há coisa que a vida sempre me ensinou: Nunca é tarde para começar, recomeçar e ser. Por isso, hoje partilho a minha reflexão do primeiro dia desta travessia. A situação que escolhi foi um momento esta semana numa dinâmica familiar. Esse momento foi um momento chave, pois agora tive a consciência da raiz de algo que estava guardado há muito tempo, e que revela a razão pela qual algumas coisas acontecem na minha vida. Nesta reflexão, aprendi que não posso ser moldável ao que esperam que eu seja. Toda a interpretação é uma projeção da maneira como cada pessoa vê o mundo. Não tenho controlo sob essa projeção, mas posso escolher não me moldar a ela. Ser por inteiro não implica apenas ter a consciência da frase: «Não tenhas medo do que os outros podem pensar. Implica igualmente viver isso internamente quando decido ouvir a minha verdade, e decido não a calar e a respeitar sem desculpas. Eu não erro por me ouvir, deixo-me sim para trás quando inconscientemente me adapto a uma projeção que não me pertence. Se eu existo, consequentemente a minha verdade também, unicamente adaptável à correção em humildade, e nunca em anulação. Podem não compreender, mas na verdade, essa é só a demonstração da unicidade de cada ser humano, e isso é bonito. Por vezes, achamos que já estamos a agir de acordo com a nossa verdade, e quando vamos a escavar compreendemos que ainda faltam camadas a serem libertadas, e daí surgem perguntas como: Quando faço isto ou aceito isto, a quem eu tenho medo de desiludir? Porque tenho medo de falhar? Porque tenho todas estas vozes na cabeça? Para uma nova consciência surgir, é fundamental identificar a verdadeira voz interior, aquela que reconhece o molde aprendido mas que deseja apenas SER. Afinal, é só aí que a voz se liberta. É na aceitação da sua vontade espelhada igualmente no mundo exterior. Infinitamente. Sem desculpas🌻