A GRANDE MENTIRA SOBRE AUTOMAÇÃO DE REDES
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NESTE VIDEO VOCÊ IRÁ APRENDER SOBRE:
Da Telemetria à Automação em Massa (REST APIs, Syslog e Postman)
Esta apresentação foi desenhada para mudar a mentalidade do engenheiro de redes: a automação não começa com um script em Python, ela começa por entender como a rede fala, como ela responde e como transformar isso em decisão.
1. Anatomia de Decisão e Fluxo de Telemetria (Syslog e SNMP)
Antes de agir sobre a rede, é preciso enxergá-la. Quem automatiza sem visibilidade está operando no escuro.
  • O Fluxo de Telemetria: Tudo segue a esteira Evento → Mensagem → Análise → Gatilho. O roteador gera um evento (como a queda de um BGP ou CPU alta), transforma isso em uma mensagem legível, que é analisada e serve de gatilho para uma ação automatizada.
  • Syslog: É a base estrutural. Abordamos os níveis de severidade (0 a 7, do mais crítico ao mero informativo), a importância da configuração de NTP (para timestamps precisos) e a transição de logs locais para servidores remotos. O Syslog permite escutar o que a rede diz.
  • SNMP: O próximo passo evolutivo para sair do log puramente textual e entrar na coleta de dados mais estruturados da rede.
  • A Evolução da Automação: Mostramos a escala evolutiva do profissional: começa-se com processos manuais, passa-se para scripts de alerta, depois scripts que correlacionam eventos e, no ápice, agentes de Inteligência Artificial que remediam falhas autonomamente.
2. O Paradoxo da Linguagem e a Solução: REST API
Para que um controlador (ou aplicação) converse com milhares de roteadores, é necessário haver uma "linguagem de amor" mútua. O problema histórico das redes era que roteadores só cuspiam telas para humanos (CLI).
  • Serialização de Dados: É o processo de converter variáveis de rede em um formato de texto padronizado. Entra o JSON (JavaScript Object Notation), XML e YAML, linguagens estruturadas que tanto a máquina quanto a aplicação conseguem ler e gerar. O JSON, por exemplo, trabalha de forma simples usando estruturas de atributos chave-valor com chaves {} e arrays [].
  • O que é REST API: Arquitetura stateless (sem estado, o cliente deve manter o contexto), operando como cliente-servidor através de HTTPS. É a ponte definitiva para trocar configurações e dados via JSON ou XML.
3. CRUD e o Arsenal de Verbos HTTP
Ao invés de digitar comandos CLI complexos, nós interagimos com a rede através do paradigma CRUD (Create, Read, Update, Delete) mapeado perfeitamente para os verbos nativos do protocolo HTTP:
  • POST (Create): Cria um novo recurso na rede (ex: adiciona uma nova Loopback). Requer o envio de dados no corpo da requisição (payload).
  • GET (Read): Busca e lê dados operacionais ou de configuração (como um show ip interface brief), sem alterar nada.
  • PUT / PATCH (Update): Modifica ou substitui uma configuração existente.
  • DELETE: Remove a configuração.
4. O Sistema Nervoso da API: Códigos de Retorno (Status Codes)
Tão importante quanto pedir algo para a rede é saber se ela obedeceu. Na apresentação, desmistificamos os status codes (que são os mesmos da web, definidos em RFCs):
  • 200s (Sucesso): O código 200 OK indica que a requisição GET funcionou perfeitamente. O 201 Created significa que o recurso (via POST) foi implantado na caixa com sucesso.
  • 300s (Redirecionamento): O recurso mudou de lugar ou exige troca de HTTP para HTTPS.
  • 400s (Erro do Cliente): Você errou. 400 Bad Request (erro de sintaxe na URI), 401 Unauthorized (falta de token ou senha incorreta), 403 Forbidden (sem privilégios suficientes) ou 404 Not Found (o recurso ou interface não existe).
  • 500s (Erro do Servidor): A caixa/roteador falhou. 500 Internal Error ou 503 Service Unavailable significam que o serviço RESTCONF na caixa caiu ou está sobrecarregado.
5. Automação em Massa (Mass Scale)
Tradicionalmente, a gerência é feita dispositivo a dispositivo via SSH, o que é inviável em redes gigantes. Entendendo os verbos, códigos de retorno e o formato JSON, passamos para a automação em massa. Usando essas APIs em conjunto com linguagens como Python ou ferramentas de gerenciamento de configuração (Configuration Management) como Ansible, Puppet ou Chef, conseguimos aplicar uma única intenção que configura simultaneamente toda a infraestrutura.
6. O Laboratório Fantástico: cURL, Postman e Cisco Sandbox
A cereja do bolo foi o laboratório prático para consolidar a teoria em um dispositivo real suportando RESTCONF:
  • O Arsenal Local (cURL): Usamos a ferramenta de linha de comando curl (ex: curl -k -u "admin:senha" https://IP/restconf...) para enviar os verbos HTTP diretamente do terminal e verificar a conectividade inicial ignorando alertas de certificados autoassinados (-k).
  • Orquestração Visual com POSTMAN: Mostramos por que usar um terminal para ler JSON é sofrido. O Postman entra como uma interface gráfica (GUI) poderosa onde você salva suas credenciais (Basic Auth), injeta variáveis de ambiente como {{host}} para não repetir IPs, e edita Headers vitais (como Accept: application/yang-data+json para forçar a resposta ser JSON e não XML). Com ele, criamos (POST) a interface Loopback e validamos recebendo um 201 Created.
  • Cisco Sandbox (DevNet): Para quem não tem os roteadores em casa rodando EVE-NG ou CML, apresentamos os Sandboxes da Cisco DevNet. Lá existem roteadores virtuais rodando IOS XE (always-on) totalmente gratuitos na nuvem, onde qualquer um pode aplicar esses testes e injetar REST APIs.
Nesta apresentação, provamos que automação não é feitiçaria; é combinar ferramentas padronizadas para transformar dados operacionais da rede (Syslog/SNMP) em inteligência que age por meio de APIs de maneira escalável.
LINKS MENCIONADOS DURANTE O VIDEO:
https://developer.cisco.com/site/sandbox/ - USO GRATUITO DE EQUIPAMENTOS (VIRTUAIS) CISCO
https://tinyurl.com/5e24s96k - DOWNLOAD DO ANTIGO CISCO ANYCONNECT (não me responsabilizo por qualquer problema pois esta fonte não é minha)
https://tinyurl.com/msnxurn8 - BAIXAR OS COLLECTIONS DO IOS-XE 17 (PARA USAR NO POSTMAN)
LABORATÓRIO EXTRA ANEXO, PRA VOCÊ FIXAR O TÓPICO (NÃO DEIXA DE COMPARTILHAR AQUI O RESULTADO)
1:40:33
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2 comments
Diego de Oliveira
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A GRANDE MENTIRA SOBRE AUTOMAÇÃO DE REDES
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ANALISTA DE REDES DO FUTURO
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